No que se refere às obras de bens culturais edificados, o território da Diocese de Limeira apresenta uma amálgama de conhecimentos e estilos. Do barroco ao moderno, passando pelo neoclássico e eclético, os templos e demais construções demonstram a tentativa das comunidades locais de construírem sempre as melhores e mais imponentes obras para honrar ao sagrado. Entre os templos que se destacam no tecido geográfico diocesano, sobretudo por seu valor artístico e arquitetônico, destacam-se:


Basílica de Santo Antônio de Pádua, Americana

A nova igreja matriz de Santo Antônio começou a ser construída em 1950, tendo à frente o Monsenhor Nazareno Maggi. Em formato de cruz latina e com uma cúpula de 50m de circunferência, o projeto foi realizado pela empresa campineira Lix da Cunha seguindo as linhas arquitetônicas neoclássicas, sendo o tempo considerado como a maior igreja no estilo realizada no Brasil. Concomitante às obras, foi executado o projeto de decoração pelos irmãos Pedro e Uldorico Gentilli, com obras de pintura e escultura, e por Alberto Ettore Gobbo. Além disso, destacam-se as obras em vitral representando temas bíblicos. A obra foi finalizada em 1977.


Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, Limeira

A Igreja da Boa Morte foi construída entre os anos de 1858 e 1867 pela irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção. Teve como principais agentes na sua construção o Barão de Cascalho, José Ferraz Campos (1782-1869), e o Barão de Campinas, Bento Manoel de Barros (1791-1873). O último trouxe da Itália o arquiteto Aurélio Civatti (1837-1917), responsável pela direção do término da obra, entalhes, douramentos e demais obras de decoração. Além disso, o Barão de Campinas arcou com os custos da construção das torres e do frontispício, dotando o templo com os sinos das torres, paramentos, pratarias e imagens vindas diretamente de Portugal.


Catedral Diocesana de Nossa Senhora das Dores, Limeira

A nova igreja matriz de Nossa Senhora das Dores começou a ser construída em 16 de junho de 1949, data marcada pela descida dos sinos do antigo templo e início da demolição. Com projeto do engenheiro-arquiteto campineiro Mario de Camargo Penteado (1905-1984), formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1931, a pedra fundamental do novo templo com feições neocoloniais foi lançada no dia 12 de agosto de 1951 pelo bispo de Campinas, Dom Paulo de Tarso Campos. A inauguração ocorreu em 1971, estando as obras da igreja ainda inacabadas.


Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, Cascalho, Cordeirópolis

A igreja matriz de Nossa Senhora da Assunção começou a ser construída em 1916, em substituição a uma antiga capela datada de 1898. A nova obra foi necessária devido ao crescimento populacional e foi levada a cabo pelo padre scalabriniano Luiz Stefanello (1878-1964). Constituída por três naves, a igreja foi projetada com modelo de igrejas italianas do Vêneto, região de onde veio o mestre de obras responsável, Antonio De Nadai. O templo foi inaugurado em 1936, recebendo ao longo dos anos alguns acréscimos decorativos no interior, como os painéis com as pinturas da coroação de Nossa Senhora na abside da capela-mor e sobre o arco cruzeiro representando a bíblia sagrada ladeada por anjos, além de marmorizados e outros detalhes ornamentais, obras realizadas pelos irmãos italianos Enrico (1905-1973) e Fernando Bastiglia (1913-2001) no ano de 1968, sob a direção do Padre Antônio Klein, SVD. O templo possui altares laterais confeccionados em mármore, ao passo que o principal foi realizado em cimento armado revestido com pintura marmorizada;


Igreja Matriz de Jesus Crucificado, Iracemápolis

Tendo sua pedra fundamental lançada em 20 de janeiro de 1953, a nova igreja matriz de Iracemápolis foi inaugurada em 19 de dezembro de 1954. Para o templo foram propostos dois projetos: um assinado pelo Joaquim Olavo Sampaio, de caráter e linhas mais modernas, e outro ao gosto neocolonial, produzido pelo engenheiro Joaquim B. da Silva. O segundo projeto foi o contemplado, tendo nele atuado Luiz Holland, Afonso Fideliz Razera e Armindo Hipólito. A obra contou com o apoio dos paroquianos, além das usinas Boa Vista e Iracema. A fachada possui em seu frontão um painel de azulejos, ofertados pela Família Bassinello.


Basílica de Nossa Senhora do Patrocínio, Araras

O atual templo corresponde à segunda igreja, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 15 de agosto de 1879, tendo como construtor Tristão Franklin de Alencar Lima. A obra foi concluída no início de 1881 e seguiu o estilo neoclássico em sua concepção. A fachada é uma releitura muito próxima do frontispício da Basílica de São João de Latrão, em Roma. O interior do templo recebeu diversas reformas e pinturas, sendo a mais destacada aquela realizada entre os anos de 1946 e 1947 pelo pintor esloveno Francisco Pavlovic (1892-1981). O piso da igreja é em ladrilho hidráulico e se destacam os conjuntos de retábulos-laterais e o retábulo-mor, com a imagem de Nossa Senhora do Patrocínio, todos em mármore multicor.


Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, Pirassununga

A construção da nova igreja dedicada ao Senhor Bom Jesus dos Aflitos começou a ser erguida com o lançamento da pedra fundamental, em 1895, graças às iniciativas do Padre Guilherme Landell de Moura, e sua inauguração ocorreu em 6 de agosto de 1929. O formato da construção é em cruz latina e sua linha decorativa segue o padrão neogótico. O interior possui um amplo conjunto de vitrais e pinturas de quatro quadros realizadas pelo pintor Francisco Pavlovic em 1939.


Santuário Diocesano de São Sebastião, Porto Ferreira

A atual igreja matriz da Paróquia São Sebastião de Porto Ferreira, elevada à categoria de santuário diocesano no ano de 2013 por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC, teve sua construção iniciada no dia 4 de fevereiro de 1952, com a demolição da antiga igreja. O projeto foi realizado pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto, formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e responsável, entre outros projetos sacros espalhados pelo território paulista e em outros estados, pela Catedral Basílica Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida, SP, pela Igreja Matriz de Sant’Ana, em Sumaré, SP, e pela Catedral Imaculada Conceição, em Jacarezinho, PR. O lançamento da pedra fundamental ocorreu no dia 20 de janeiro de 1952 e, em 22 de novembro de 1953, foi realizada a primeira missa. O término da obra ocorreu anos depois, tendo os vitrais sido instalados em 1958 e as pinturas murais com cenas da vida de São Sebastião pintadas em 1962 pelo pintor e ilustrador bolonhês Antônio Maria Nardi (1897-1973).


Santuário de São Manoel, Leme

A construção da nova igreja matriz da paróquia de São Manoel de Leme teve início em 1956, estando à frente o Cônego Manoel Simões de Lima. A justificativa para uma nova construção era de que a antiga, de 1900 e já bastante alterada, apresentava comprometimentos na estrutura, sendo necessária a sua completa demolição. Com o afastamento do Cônego Simões em 1958, assumiu a paróquia e, por consequência as obras da matriz, o Pe. Carlos Menegazzi. A pedra fundamental da nova matriz foi abençoada em 17 de julho de 1962, com projeto decorativo de Joaquim Olavo Sampaio e tendo como construtora a empresa Lix da Cunha, ambos de Campinas, SP. O projeto foi levado a cabo, contudo, apenas no paroquiato do Pe. Renato França, que assumiu a paróquia no final de 1964. As obras se iniciaram em fevereiro de 1966, com a demolição da antiga igreja em prol de uma construção que fosse mais afeita às normativas do Concílio Vaticano II. Em 23 de fevereiro de 1968, foi celebrada a primeira missa na nova igreja, ainda inacabada, cujo prédio foi finalizado em meados dos anos 1970.


Igreja Matriz de Nossa Senhora do Belém, Descalvado

Devido às necessidades de um templo mais amplo, a antiga igreja de Nossa Senhora do Belém começou a passar por amplas reformas: a primeira iniciada em 31 de julho de 1877 e que perdurou até 14 de janeiro de 1881, no paroquiato do Padre Francisco Teixeira de Vasconcellos Braga, e a segunda, entre 1902 e 1903. Apesar disso, concluiu-se que seria necessário levantar um novo templo, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 7 de setembro de 1925 pelo bispo de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto, e tendo à frente do projeto o Padre João Baptista de Carvalho. Em 1931 foi instalado um relógio doado por Antonio Casati e, um ano depois, uma estátua do Cristo Redentor sobre o frontão. A nova igreja matriz foi inaugurada solenemente em 8 de setembro de 1935, com bênção dada por Dom Francisco de Campos Barreto, e pelo Padre Manoel Alves. Contudo, ainda era necessário realizar a decoração interna do templo, para o que foi contratado o artista esloveno Francisco Pavlovic no ano de 1938. Pavlovic finalizou suas pinturas murais no ano de 1940, realizadas com tinta a óleo sobre parede e inspiradas, entre outros, em temas presentes no Kusthistorisches Museum e no Burgthearter, ambos em Viena, Áustria. Outras obras ocorreram em 1946, quando o Monsenhor José Canônico concluiu definitivamente o templo com complementação de pintura, substituição do piso, colocação dos vitrais, púlpito e bancos.

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